Writers: Hampton Fancher (screenplay), David Webb Peoples (screenplay), and 1 more credit »
Stars: Harrison Ford, Rutger Hauer and Sean Young

“Blade Runner” emite o cinema minucioso de Kubrick. Cada frame é uma porrada visual, barbariza nossos olhos. E não é só essa tal de identidade visual de Scott, que tem toda uma essência por trás dela, que nos vem a memória ao comentarmos sobre a projeção. Todavia, o hit de Vangelis, com uma soundtrack eletronic de arrepiar, casando com aquela atmosfera High-tech... Estará em nossa mente desde já.
Outro mainstrean das ficções cientificas, um “tech noir” que dá inveja em Cameron e seu também precursor no Tech-noir; “Terminator”. Cada frame de "Blade Runner" é carregado de elementos noir’s. Aquela chuva incessante e um tanto ácida, é um flerte com “Le samourai”. Ou então, o néon futurístico de Scott, quase cruza a mesma via daqueles Scorseseanos. Para complementar o delírio estético temos um toque de Fritz Lang e seu “Metropolis”, as formas dos edifícios, ou seja os cenários um tanto gótico. Culpa de Syd Mead, com uma direção de arte pós-apocaliptica, suprema. O detetive de Ford exala os anos de ouro, onde as personas na tela era comandada por Bogart, Loure, Robinson, Chandler... E por ai segue o seleto. Seu Rick Deckard é Nietzscheniano, permeia a película com o uma curiosidade extrema da tal excessividade/demasia da sociedade não se basta e o super-homem, ou melhor ‘Ulbermensch’ é escalado em sua extrema potência. Por fim, o homem e além do homem comfrontam-se. E quem obter o êxito sobre o outro é relativo. Como dito logo acima; curiosidade extrema, que da uma atmosfera pra lá de “Paranóica’ em “Blade Runner”, pela constante paranóia de Deckard.
Ridley Scott pincela “Blade Runner” como uma critica mordaz sobre nós, a sujidade, as influencias culturais mistas, a decadência social, o high-tech ao alcance de todo e qualquer ser que se move – risos -, repleta de fantasias e simbolismos – sobra até pra Deus e seus seguidores. Sim, Deus, temos até representação subliminar sobre a crucificação. Nos tempos politicamente correto de hoje “Blade Runner” é um “freak” profético. Nunca esteve tão atual!
Um misterpiece dos sci-fi. Um misterpiece de Scott e Cia. A melhor visão de um cineasta sobre uma obra de Philip K. Dick, nas telonas. Uma obra-primassa para qualquer ângulo. Que venha 50 anos!

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