Jackie Brown (1997)
Director: Quentin Tarantino
Writers: Quentin Tarantino (written for the screen by), Elmore Leonard (novel)
Stars: Pam Grier, Samuel L. Jackson and Robert Forster
Um tributo grandiloquente aos blaxploitation. Um dos projetos mais classudos do Nerd de mente prodigiosa. O que à primera ótica soa um retrocesso, ganha contorno de um estupendo amadurecimento, compreendendo na extensão todos os elementos que alcançou em outrora o prestigio e a conquista do espectador, abrindo mão de “alguns recursos” que na era blaxploitation era chave deste prestigio. Porventura, as mortes são tão sanguinolentas e verossímeis quanto qualquer longa do Van Peebles nesta era – vide a morte De Niro na Kombi. Trata-se de um Tarantino pós-Pulp Fiction. Todavia, nada de tour de fource hardcore, tampouco extravagante de Pulp. Esqueçam. Entretanto, familiarizar com Jackie Brown é facílimo, “homens são quadrados e mulheres são fortes”. GREAT FACT. Está projeção é segura de si, ou seja, é tom nivelado com as outras cinematografias de Taranta. Contudo, sendo assim, vai haver “resquícios”, apesar de não ecoar o visual dos Blackmovie, somos empelidos á uma aura decadente e quiça documental. Tratando-se de adaptação literária de um romance de Elmore Leonard, PONCHE DE RUN. Tarantino molda-as sob sua idiossincrasia.
A storyline é mui simples, nada vem mastigado, a palavra-chave torna-se: verrosimílhança, predominando de ponta á ponta. Numa filmografia de películas inverossímeis, e a maior qualidade de jackie Brown encontra-se nela. Com aptidão QT acata o "legado blaxploitation" e trabalha sob o viés dos blackmovie 70's. Ou seja, as locações, os bares, as casas, os carros, os escritórios, os adornos das casas, Tudo tinha que familiarizar-se com destreza ao habitat dos shaft's da vida. Enfim, toda a "re-embalagem do gênero" é pincelada assim como Ghrindhouse.
Quentin como supra-sumo das caça-referências, em Jackie Brown desfila ante nossos olhos quaquilhões delas. É tributo sob tributo. É Cinematografia adentro de cinematografia. Ao iniciar-se a projeção o plano-seqüência – em Jackie Brown está repleto de planos-seqüências, em outrora era as engrenagens dos Blaxploitation - intro ritmada, porém rija e lacônica e, até então, a maior homenagem à intro de “Graduate”. Enfim, toda àquela aura cansativa, re-utilizando a track de Bobby Womack; 110 Across Street, concebendo-nos um vapor eletrizante na atmosfera dos blackmovie. Quiça, tecnicamente essas obras dos blaxploitation dos 70’s atingia um panteão pelas soundtrack’s – look intro for “Shaft”, guys. Entretanto, Taranta injeta em cada frame trilhas de seu célebre mainstream .


Quentin dispõe-se do frasco e utiliza somente a essência, ou seja, os elementos de contexto político, ou as trocentas armas escondidas de Foxy Brown em seus cabelos e afins, é o "frasco". Contudo, a "essência" aqui é a Black woman personificada pela Queen of blaxploitation, lutando por seus sentimentos, ela é indie à beça, idem sua feminilidade, é Foxy Brown evoluída, num dos gigantes momentos de Pam Grier. O gangster de Jackson com o famigerado “savoir fire”, cabelos novamente bizarros, barba oriental, é estrondoso, cada olhar é sinistrão, um gangster caveira. Ostentado por coadjvantes em ocasiões escolhidas à dedo. De Niro com uma persona secundária enfática é só vislumbre de seus grandes momentos, nunca torci tanto pra um intérprete em situações de coadjuvante de luxo aparecer na telona como aqui. De quebra, as conversações fulgurantes, é atirado uns trocentos NIGGER em concomitância. Polêmicas à parte - vide Badaasssss Cinema. Posteriormente tornou-se febre, lá em "Virgem de 40 anos -isso mesmo Steve Carrel - contém um sequência de escárnio quanto a esse alarme parva.
Quem proferiu "new pulp Fiction"? Como Hitchcock diria plagiar a si mesmo é genialidade. Porém, não é plagio é originalidade da mais colhudas escorada em "flashes Tarantinescos". Cruzando a mesma via dos filmes de black dos 7o's, Jackie Brown é para o espectador fissurado por conhecimento de cinema em sua vastidão. É tarantino maduro. Fucking misterpiece, nigger.

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