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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

"Pulp Fiction" Ano:1993 Capitaneado por: Quentin Tarantino




                            “A-storyline-fragmentada-de-QT-foi-divisor-de-terras-e-águas”


A famigerada narrativa-alcunha: PULPFICTIANA de Tarantino ergueu MAIS uma vertente no cinema. Mesmo está narrativa não-linear já havendo em outrora, desde Grifith. QT moldou-as em seus moldes. E gerou concessões à minerar em diretores metidos à indies querendo imprimir copia-carbono. desde fil-micos como Mexicana, passando por filmaços como “21 Gramas” e “Snatch”e em “Amnésia’s da vida. Evidentemente, não com as mesmas “tags tarantinescas”. Essa tal storyline fragmentada, porém, com o gangster Vega sendo líder de todas, é extremamente rija, e em sua aleatoriedade: Conectam-se, flertam-se e comunicam-se com as outras de várias maneiras.

Nerd por excelência. Sendo assim, seus alvos? 40’s, 50’s, 60’s, 70’s. É como caça-palavras. “Só caçar!” E encontrarás: Howard Hawks, Godard, Kung Fu, Elia Kazan, Saturday Night fever, Easy Rider, Hitchcock… afins analógicos. Tarantino é rei das sacadas de referências. Se não achares eu entendo. Não está tão visível. E em superfície pouquíssimo e olha lá
.

Tarantino trata-se de mulheres fortes, e homens quadrados. Os gangsters de Jackson e Travolta são daqueles personagens que tenho como um dos preferidos. Seja do cinema, seja da filmografia de QT. Entretanto, fazem parte do gangsterismo por excelência: com-seus-cabelos-às-antigas-do-blackploistation-carros-idem-e-fãs-de-modesty-blaise-e-elvis... E um tanto europeizado

A funesta pronuncia pseudo-bíblica e a idiossincrasia pós-tiroteio de Jules é um prelúdio com tal conclusão:
Jules e Vega matam Brett, e em fração de segundos sai um desesperado brother de Brett – se não for tanto faz – atirando, mas os bullets com efeito-matrix, não atingem nem Jules muito menos Vega. Sendo que a tal parede está limpa no inicio, quando Brett recebe a visita. Ora pois, então porque diabos um take antes do tiroteio a parede está toda baleada, sem sequer a bala ter saído da munição deste tal brother? Não não, Tarantino não teve uma seqüência errônea, foi tudo arquitetado. Acredite! Todavia, Jules profere a Vega, que aquilo foi intervenção divina. Milagre de Deus.
Minha resposta: “No way, man! Aquilo é Tarantino querendo fazer jus à frase de Fellini: O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus.”
Ele se auto-afirmou como Deus em sua intervenção.


E as “Shit Happens” tarantinescas ocorrem – literalmente - toda a vez em que Vega ou Jules vai ao banheiro.
 
 Travolta lendo um Modesty e defecando, acontecendo em tempo real o assalto após o hold up jantar. Noutra, causa overdose em Mia. E pra piorar, a morte do próprio Vega acontece em sua saída de um ...

Tudo costurado por um roteiro sagaz, que mantém em seu interior um arsenal de referências, dito lá em cima. Vamos da pseudo-bíblica aos “romances de heroína” ou “romance policial”, de milk-shakes aos drinks. Com peliculiarides os fetiches e abordagem do sexo e da violência permeiam ... E ao passeio de personagens da vida real; boxeadores, taxistas, enfermeiras, garçonetes, traficantes e gangsters. Eu como cinéfilo até a medula, nunca vi um repertório de cultura inútil e amplo que tenha-se utilizado à composição de uma narrativa tão sofisticada, complexo, agradável e um tanto cool. Sem falar nos gênero indefinido, qual? Todos. Cadê o romance? O que será que é aquele romance de heroína - um tanto psicológico – entre Travolta e Mia. Temos comédia? Yeah! Pra que toda aquela teoria shit happens! O drama e a ação são amortizados por diálogos de fuga da trama em que se relata. Dai o habitual humor-negro de QT. Todo o “verniz cômico” atropela o drama e a ação. É uma fita globalizante, abrangente, um mix de gêneros.
Os olhares mais arrepiantes de “Pulp Fiction” está na face de Jackson com seu Jules, em uma de suas melhores performances. Em meio a ostracismo, temos Travolta reerguendo-se para seu momento twist, com um icônico Vicent Vega. Residindo ainda, Thurman com sua Mia e Keitel e seu “Wolf”, estão palpitantes. Quentin retornou em seu mainstream e escorou sua película em uma soundtrack nostálgica, com hits do nivel de “Son of Preach Man”.

Obra-primassa de Tarantino. Sacudiu a cena indie. Deu um sopro de energia pra equiparar-se às fitas de Scorsese na New Hollywood desde “Mean Strets”...“American Grafitti” e “Easy Rider” só serve como estrutura. “A duvida?” ...“Pulp Fiction” é cinema arte ou cinema industria? Não tenha dúvida meus caros, cinema da maior qualidade. Arte. Arte. Exala arte. Quentin nunca fez parte do sistema Hollywoodiano. Épico dos gangstermovie - vide AFI.

Ratifico, um cenário pop, deveras de uma mente prodigiosa, Quentin Tarantino. Supra-sumo das caça-referências.

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