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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Um Corpo que Cai" (Vertigo) Ano:1958 Capitaneado por: Alfred Hitchcock

“ESPIRAL-HITCHCOCKIANO-tão-famigerado-quanto-o-chuveiro-em-Psycho”

[...]
Scottie: É por causa deste medo das alturas que eu tenho, essa acrofobia. Eu acordei durante a noite vendo que a queda do homem a partir do telhado e eu tento alcançá-lo, é só ...
Midge: Não foi sua culpa.
Scottie: Eu sei. Isso é o que todo mundo me diz.
Midge: Johnny, os médicos explicaram a você.
Scottie: Eu sei. Eu sei. Tenho acrofobia, que me dá vertigem e eu fico tonto. Rapaz, o que é um momento para descobrir que eu tinha!
Midge: Bem, você tem isso e não tem como perdê-lo. E não há ninguém para culpar, então por que parar?
Scottie: Você quer dizer e sentar-se atrás de uma mesa, cadeira-bound ...
Midge: ... onde você pertence.
Scottie: E a minha acrofobia? Que tal ... Agora, suponha que, suponha que eu estou sentado nesta cadeira atrás de uma mesa, aqui está a mesa, e um lápis cai da mesa para o chão, e eu chegar para pegar o lápis - BINGO - de volta a minha acrofobia é.
Midge: (Rindo.) Oh, Johnny-O.
O policial de Stewart pediu demissão no início, pós-prólogo devido aos seus medos e a aceitar a culpa pela morte de seu companheiro de serviço. Todavia, ele quer superar seus medos...



Dito isto. Bem... O ilustre “ESPIRAL HITCHCOCKIANO”, cujo seu zoom-in e track-out foi, estudado analizado, virado-às-avessas tanto quanto o Mestre. O trombone shot – se preferir Zoom dolly – traduz com exatidão à acrofobia de Stewart, naquela famigerada seqüência do espiral onde James atráz de Madeleine, encontra-se na extremidade da torre de sino para força-la a confessar. “Alcançando o êxito sob seu medo. Penetrou no coração de sua obssessão.” Enquanto os tais Zoons in-e-out só deixa seu legado de truques plagiados na duradoura história da Maior Arte. Quanto mais há plágio de seus truques, maior a admiração. Mestre é mestre. Provavelmente, aquele zoom retrógrado de Hitch cruzará décadas e décadas em minha filmoteca de afeto, àquela vertigem - quase – alheia, em uma atmosfera experimental pro espectador em pró da sensação do “vertigo effect”, cabal. Truque este, utilizado novamente por Alfred no clímax de “Marnie”, onde - digo metafóricamente - grita unissonantemente em altercação. Repercurtiram em gerações e gerações de diretores em rol onde encontra-se grandiloqüentes à mediocres. Seus sucessores só extrairam o verniz, não a essência, alias.


“Vertigo” só não é meu xodó hitchcockiano, graças a existência de “Janela Indiscreta”, “Birds” e “Intriga Internacional”, pois entrária fácil como a melhor obra de Hitch. A fase mais soberba do mestre. O entrajamento de elementos característicos está fervendo em “Vertigo”, voyeurismo, a psiquê – meio que – dúbia, a heroína cool-blonde, James Stewart STALKEANDO, romance perturbador, momentos de surrealismo em big close, soundtrack Hermanniana, e, cá entre nós fãs ávidos da era dourada, daquela old Hollywood, cinema puro, primitivo, primordial e soberbaço ao extremo. “Vertigo é cinemaScope.” Sem frustrações com a vintage de ***** 3D. Tudo em dimensões jus à projeção. Isso, que foram restauradas de: 35 mm, para um estupendo VISTAVISION widescreen de um ostentoso 70 mílimetros. Claro, sem necessidade, tanto que deixaram desgastadas de ponta à ponta frisando àquela atmosfera da Old Hollywood – vide o trabalho Scorseseano em “Aviator”. Como um tapete Navajo, as falhas garantem a autenticidade.

Como um habitual Psychological thriller de Hitch, minimiza os fatos - mas está lá - e maximiza os panos de fundo . Pra quê? No final somos compelidos à uma guilhotina que estava evidente e não evitamos durante toda a obra. O final estava mastigado, contudo Hitchcock Minimiza-os suntuosamente.

Retomando a cool-blonde. Alfred, o precursor em compôr uma aura de sensualidade ao vestir uma mulher [e, que mulher? Madeleine ou judy?], ao invés de despi-la. Soa como se ela estivesse despindo-se, peça por peça, no momento em que Stewart força a vestir o vestido de sua sósia.

“Quantas storyboards arquitetadas para a exatidão do Vertigo effect Hitchcockiano não seriam descartáveis, sem Alfred Hitchcock?” - Vertigo: “Protótipo da acrofobia nos storyboards de Hitch.”


10,0. Fucking misterpiece. Meu Top five do grandiloquênte.

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