Lançamento
desconhecida (1h 56min)
Naquela era Oitentista a dobradinha dos brothers Scott, alcançavam qualquer projeto em mãos, até um script de Tarantino quando ele já não era mais o Balconista QT. O intrigante nesta fita não é somente a façanha de Tony Scott em personificar a estória com traços verossímeis em algo cartunesco, seguindo à risca do Tarantino das fitas inverossímeis. Porém, entretanto, é o roteiro que de cabo a rabo transborda “fios soltos” que nos conduz aos momentos mais eficazes destas pontas, é gancho aproveitando-se de outro gancho. Os diálogos hipnotizantes são os sustentáculos desta “fabula de amor de um nerd”. Vide: Walken e Hopper face-a-face, na seqüência mais crível da película (Siciliano?).

A ultra-violência ganha contornos de uma mera fita de baixo-orçamento de Val Kilmer, o que a primeira ótica pode soar um desleixo, contudo, é ai que reside a elegância da obra, aquela atmosfera saudosista. Sabe aquela cinematografia que ao comentá-la, sente que trata-se de uma película feita sob encomenda para os nerds? Um balconista que atende pela alcunha de Clarence ( Slater, corretíssimo) apaixona à primeira vista pela blonde cool, que cai como seu presente de happy birthday. O tal do Clarence dialoga com o ghost ambulante de Elvis Presley – espécie de conselheiro dele -, é fanático por filmes de Kung fu, Brad Pitt hilário com seu beberrão que queima fumo noite e dia, gangsteres (Walken, como um advogado da Mafia está motherfucker), policia de L. Angeles, a meca cinematográfica e mais trocentos elementos, que em meio a teia de circunstâncias comtemplamos as tais composições da essência nas obras Tarantinescas que perdura até no derradeiro Basterds Inglorious.

Isso aqui é o que eu chamo de Cult por excelência. Um dia A sr. Cage foi Femme fatale. Pitt mezzo Lebowski. True Romance... É a definitiva fabula dos nerds românticos. Um Bonnie & Clyde comtemporâneo na cena indie.

8,5. Great fucking Movie.

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