Os Coens patentearam e salientaram a ‘TragiComédia’ com “Raising arizona”, e com grandiloqüencia o congênere “Big Lebowski” definiu este, injetando a famigerada aura escalafobética na camada do verniz de humor-negro refinado. Filtrando uma porrade de índices que veneram o Cinema em sua vastidão, sendo justapostos de peculiares “insights sobre a 7° Arte” da filmografia dos Coens. Nessa acepção, “Big Lebowski” é a obra-prima dos Coens. Toda a habitual fórmula de passear por gêneros é cabal. Uma sinergia que sucede na carreira dos dois brothers. Desfilando uma congruência de gêneros. Seja retorcendo-os, subvertendo-os e estabelecendo-os um outro patamar respectivamente. Costurado por um roteiro, chovendo Obras de Raymond Chandler e a elite dos noir’s – encaixado nos moldes Coenianos. Provavelmente algumas conversações ficará martelando em minha cachola-afetiva eternamente. ... nothing changes. 
Em plena LA[capital do “cinema industrial” onde a meca Hollywoodiana se encontra], Big lebowski é rodado. Mas é a velha questão, cinema é “Arte” ou “Industria”? É Industria. E sempre foi em outrora desde os Brothers Lumière, entretanto, às execeções ocorre. Crêr que, películas tem que exibir “pedigree” – bulshit - é a maneira do pateta apreciá-la. Tratando-se de uma fita com ecos provinciano do famigerado western e perdura ao longo da obra pela narração em off – ou em on? –, cristalizado no vocal bizarro de Sam Eliott. A steadicam Coeniana percorre a terra ianque árida do velho oeste e desvenda o o complexo urbano, no qual situa-se o “microcosmo meio que hippie de Lebowski”. Eis as duas terras yankees. E a idiossincrasia antagônica. Nada de critica mordaz a América, a propósito, até que somos impelidos a um discurso frouxo de Walther quanto à velha terra norte-americana, entretanto, agora encontra-se sem voz de autoridade quanto à violência. A falência da América orfã de todo e qualquer discurso. Mas é claro é neo-liberalismo. Nada como cutucar as mazelas politícas em pró do escárnio da desgraça vivida. A fita inicia o ganho de "corpo cômico" com essa teoria de: “anti-América”. Todavia, sem nenhum quote de seriedade. Sustentado por um mural de colagens monumentais os tributos vai se alastrando em Big Lebowski. Ora por narrativa emaranhada e caótica com armação de “Fargo”. Ou então, os maneirismos de “Easy Riders”. Extraindo o verniz das Shit Happens tarantinescas. Somos compelidos a fetiches Kubrickianos, que remete lá em Lolita. Two Femme fatales. Ben Gazarra com roupagem de “Boomaker Chinês”. Uma fita que sustenta-se, em paridade do próprio chafariz de “Pulp Fiction”. ‘The dude’, uma de minhas personas cinematográficas prediletas. Brigdes com seu cara “bon vivant” até a medula, sendo o derradeiro dos hippies não se contenta em absorver a personalidade do cara, em uma performance documental. A Cada devaneio hipongo, as cenas de antologia Coeniana é vista em amplitude.
Por fim, Big Lebowski é a vertice do cinema dos Coens e os Brothers é a vertice do humor-negro. Bem, é steadicam frenética deslizando em pista vintage de bowling. É cinema de outro patamar. É strike na filmografia Coeniana. “Nobody fuck with the Coens”
No rol das maiores comedias dos anos 90, encontra-se Big Lebowski lado-a-lado com Pulp Fiction e uma porrada da elite.

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