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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"O Profissional" (Léon) Capitaneado por: Luc Besson. Ano:1994


Fita de ação non-stop é cabível a serem cerebrados. vide Heat. Este aqui só acentua o seleto. 
"O espectador mandraço quer "ver" murros demasiados, golpes gratuitos, bullet-time em pró da enxurrada de Matrix, ação non-stop descartáveis, tudo embalado por uma alcunha de astro-testosterona. Já o espectador perspicaz quer ser seduzido ao "contemplar" conversações que substitui as pirotecnias descartáveis, ação non-stop com embasamento e atemporal, sequências que à sopragem não se desloca de nossos cérebros."

Pois bem... Entre as "duas camadas de cérebros" no cinema a primeira se satisfaz com frequência, pois o cinemão prefere o mandraço do que o perpicaz, qualquer troço o seduz. Já vi uma porrada de películas com as premissas similares e, mesmo assim, Luc Besson alcançou a façanha de satisfazer as duas camadas com um plot batidão, mas coibido de personas intrigantes.



Escorado em conversações intrigantes, as personas de Oldman, portman e Reno são ambivalentes - especialmente léon - têm sede de vida e de amor. Eles querem algo que lhe aprazem a vida. Desde o central léon passando por Mathilda atingindo o antagonista de oldman. Todos desejam mudar suas rotinas. Léon não é o típico herói - Hollywoodyano - imortal, muito mortal, alias. A única caracterização familiar de léon é seu idolo ilustre John Wayne - e isso fica em off. Um intérprete que suas personas cinematográficas - quase - sempre exalou a solidão. Luc Besson adiciona a tridimensionalidade nas personas de mathilda e Léon e, então os laços de afeto vai se expandindo. Ele veio para salvar o dia de quem ele ama. Conforme a projeção vai se passando já chutamos o final dos dois que será um completo amor desditoso. Um famigerado homem subterrâneo com uma quota de amor à lá Travis Byckle.

Na parte final o climax atinge um frenesi cabal, com pirotécnicas arquitetadas em storyboards de Besson. "Léon" está anos-luz a frente do ação non-stop contemporâneo e até mesmo de qualquer cinematográfia do próprio. Besson retorceu seu naipe e mesmo assim o link autoral permeia intacto em "Léon". Uma obra de arte com lados opostos da moeda e favorecendo os dois.
9,0

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